Michel Fau
Agen foi o local de nascimento do comediante, ator e diretor de teatro francês Michel Fau, que chegou em 17 de dezembro de 1964. Seu pai era relojoeiro e sua mãe, dona de casa, criou quatro filhos. A exposição precoce ao teatro e à Ópera de Bordeaux, graças à sua mãe, despertou um interesse que moldaria sua carreira. Ele frequentou o Lycée Bernard Palissy em Agen, onde conheceu Béatrice Uria-Monzon e Éric Perez, e mais tarde estudou em um conservatório em Agen. Aos 18 anos, Michel Fau deixou sua cidade natal para buscar formação formal. De 1986 a 1989, frequentou a Academia Nacional Francesa de Artes Dramáticas, também conhecida como Conservatório Nacional Superior de Arte Dramática (CNSAD). Durante este período, estudou com figuras notáveis como Michel Bouquet, Gerard Desarthe e Pierre Vial. Inicialmente, associou-se ao teatro de Olivier Py, atuando frequentemente em suas produções ao longo da década de 1990, incluindo 'Le Soulier de satin'. Sua formação e início de carreira foram marcados pela colaboração com inúmeros atores, incluindo Sandrine Kiberlain, Léa Drucker, Gaspard Ulliel, Julie Depardieu, e outros. A carreira de Fau abrange tanto a atuação quanto a direção. Jean-Paul Rappeneau, Gilles Bourdos, Albert Dupontel e François Ozon estão entre os diretores com quem Michel Fau colaborou em projetos cinematográficos. Nas décadas de 1990, ele participou do programa de Pierre Palmade 'On refait le boulevard', apresentando um trecho de 'La Cage aux Folles'. A partir da década de 2010, suas próprias produções teatrais ganharam popularidade. Ele dirigiu montagens de 'Le Misanthrope' (recebendo indicações ao Prêmio Molière tanto para atuação quanto para direção em 2011), 'Tartuffe' (em 2017 com Michel Bouquet), e mais recentemente, 'George Dandin ou Le Mari Confondu' em 2024, onde também interpreta o papel principal. Esta produção inclui música de Jean-Baptiste Lully e apresenta uma estética barroca criada por Fau, juntamente com quatro cantores e sete atores. Michel Fau participa do programa de rádio 'Les Grosses Têtes', e conduz periodicamente workshops de atuação na Academia Nacional Francesa de Artes Dramáticas. Na cerimônia do Prêmio Molière de 2011, ele é lembrado por sua versão satírica da música de Carla Bruni, 'Quelqu'un m'a dit'. Ele recebeu o Prêmio Gérard Philipe em 1998 e prêmios do Syndicat de la critique em 2006 e 2015. Foi nomeado Officier de l’ordre des Arts et des Lettres em 2013, e atualmente está dirigindo 'Brûlez-la' no Théâtre du Rond-Point.